quarta-feira, 2 de abril de 2014

II Encontro de Formação para Catequistas e Colaboradores das Pastorais de Batismo, Eucaristia e Crisma

Agradecemos ao Pe. Marcos Alexandre, assessor de Iniciação Cristã do Vicariato Niterói, em disponibilizar o espaço para a realização do Encontro que aconteceu no dia 22 de março de 2014 na Paróquia Sagrados Corações - Ponta D´Areia.

O Encontro teve início às 13h e compareceram 211 catequistas.

O tema escolhido foiA Alegria do Evangelho, da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do nosso querido Papa Francisco.

As palestras abordadas foram:

1. Alegria que se renova e comunica - Pe. Marcelo Chales
2. A nova evangelização para transmissão da fé - Pe. Eric
3. Pastoral em conversão - Ir. Inês.

(parte da palestra da Irmã Inês)
Aprofundamento do querigma – Do Evangelii Gaudium (Papa Francisco)
O que é querigma?
É o primeiro anúncio e é o anúncio principal, aquele que sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese, em todas as suas etapas e momentos.[126] Por isso, também «o sacerdote, como a Igreja, deve crescer na consciência da sua permanente necessidade de ser evangelizado».[127]
O aprofundamento do querigma que se vai, cada vez mais e melhor, fazendo carne, que nunca deixa de iluminar a tarefa catequética, e permite compreender adequadamente o sentido de qualquer tema que se desenvolve na catequese. É o anúncio que dá resposta ao anseio de infinito que existe em todo o coração humano.
É preciso ter a coragem de encontrar os novos sinais, os novos símbolos, uma nova carne para a transmissão da Palavra.
          O acompanhamento pessoal dos processos de crescimento(o papel do introdutor)
          A Igreja deverá iniciar os seus membros – sacerdotes, religiosos e leigos – nesta «arte do acompanhamento», para que todos aprendam a descalçar sempre as sandálias diante da terra sagrada do outro (cf. Ex 3, 5). Devemos dar ao nosso caminhar o ritmo salutar da proximidade, com um olhar respeitoso e cheio de compaixão, mas que ao mesmo tempo cure, liberte e anime a amadurecer na vida cristã.
A arte da escuta
Precisamos de nos exercitar na arte de escutar, que é mais do que ouvir. Escutar, na comunicação com o outro, é a capacidade do coração que torna possível a proximidade, sem a qual não existe um verdadeiro encontro espiritual.
O papel do introdutor
Faz falta «uma pedagogia que introduza a pessoa passo a passo até chegar à plena apropriação do mistério».[134] Para se chegar a um estado de maturidade, isto é, para que as pessoas sejam capazes de decisões verdadeiramente livres e responsáveis, é preciso dar tempo ao tempo, com uma paciência imensa. Como dizia o Beato Pedro Fabro: «O tempo é o mensageiro de Deus».
Ao redor da Palavra de Deus

A Palavra de Deus ouvida e celebrada, sobretudo na Eucaristia, alimenta e reforça interiormente os cristãos e torna-os capazes de um autêntico testemunho evangélico na vida diária. Superámos já a velha contraposição entre Palavra e Sacramento: a Palavra proclamada, viva e eficaz, prepara a recepção do Sacramento e, no Sacramento, essa Palavra alcança a sua máxima eficácia. O estudo da Sagrada Escritura deve ser uma porta aberta para todos os crentes.[136]

Vejam abaixo bons momentos do Encontro.























sexta-feira, 14 de março de 2014

VIA SACRA - PARA CATEQUISTAS - VICARIATO SÃO GONÇALO


VIA-SACRA 2014 – (PARA CATEQUISTAS)
CANTO

DIR: MEUS IRMÃOS E MINHAS IRMÃS, CELEBRAR A VIA SACRA É SEGUIR OS PASSOS DE JESUS. SÃO PASSOS DE QUEM TEVE A CORAGEM DE ENFRENTAR A MORTE POR AMOR, POIS RESULTAM EM LIBERTAÇÃO DOS MALES. TOMAR A CRUZ A CADA DIA É CONDIÇÃO PARA SER DISCÍPULO OU DISCÍPULA DE JESUS. COMO ELE, NÃO DEVEMOS TER MEDO DA CRUZ. VAMOS PEDIR A DEUS QUE NOS AJUDE A VIVER ESTE COMPROMISSO. EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO.
T:. AMÉM!

1ª ESTAÇÃO – JESUS É CONDENADO À MORTE
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 1: SENHOR, DÁ-NOS AS FORÇAS NECESSÁRIAS PARA ANUNCIAR SUA PALAVRA, A FIM DE QUE ELA ALCANCE E TRANSFORME A VIDA DE TANTAS PESSOAS CONDENADAS À MORTE PELO PECADO.
CANTO: A MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.

2ª ESTAÇÃO – JESUS CARREGA A CRUZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 2: SENHOR MUITAS SÃO AS CRUZES QUE ENCONTRAMOS EM NOSSA CAMINHADA CRISTÃ. DÁ-NOS A FORÇA NECESSÁRIA PARA MANTERMOS A RETIDÃO EM NOSSO CAMINHO E NÃO NOS DEIXEMOS DESANIMAR.
CANTO: PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

3ª ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 3: SENHOR MUITAS VEZES CAÍMOS EM NOSSA CAMINHADA POR CAUSA DO PESO DE NOSSOS PECADOS. AJUDA-NOS A VOLTAR SEMPRE PARA TI, A FIM DE QUE CONSIGAMOS NOS LEVANTAR E SEGUIR ADIANTE, RUMO AO REINO CELESTE
CANTO: MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.

4ª ESTAÇÃO – JESUS SE ENCONTRA COM SUA MÃE
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 4: SENHOR, COMO É BOM ENCONTRAR SUA MÃE, MARIA. NOS ACONCHEGAR EM SEU COLO MATERNO, PARA ALIVIAR NOSSO CANSAÇO. PEDIMOS, MARIA, SUA INTERCESSÃO PARA QUE NOS MANTENHAMOS FIRMES NA VOCAÇÃO DE CATEQUISTAS QUE SEU FILHO NOS CONFIOU.
CANTO: PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

5ª ESTAÇÃO – CIRENEU AJUDA JESUS A CARREGAR A CRUZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 5: TANTAS VEZES EM NOSSA MISSÃO DE CATEQUISTAS DESANIMAMOS. MAS ENCONTRAMOS AMIGOS VERDADEIROS, FIRMADOS NA FÉ EM CRISTO, QUE NOS AUXILIAM E INCENTIVAM A PERSISTIR. OBRIGADO, SENHOR, PORQUE TAMBÉM EM NOSSAS VIDAS ENCONTRAMOS CIRENEUS QUE NOS AJUDAM A CARREGAR NOSSAS CRUZES.
CANTO: MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.

6ª ESTAÇÃO – VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 6: MUITAS VEZES NOSSO ROSTO ENCONTRA-SE DESFIGURADO PELO CANSAÇO E PELA FALTA DE MOTIVAÇÃO, IMPEDINDO-NOS DE TRANSPARECER CRISTO PARA NOSSOS CATEQUIZANDOS. SENHOR, DÁ-NOS UM NOVO ARDOR MISSIONÁRIO PARA QUE POSSAMOS MOSTRAR A ALEGRIA DE SERMOS SEUS DISCÍPULOS-MISSIONÁRIOS.
CANTO: PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

7ª ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 7: NOSSAS FRAQUEZAS SÃO MUITAS, SENHOR. POR ISSO, CAÍMOS COM FREQUÊNCIA. CAÍMOS NO ERRO DE NÃO PREPARARMOS BEM NOSSOS ENCONTROS, DE NÃO DARMOS O AMOR E ATENÇÃO QUE OS CATEQUIZANDOS PRECISAM, CAÍMOS NO ERRO DE PRIORIZAR A DOUTRINA E NÃO O ENCONTRO PESSOAL DOS CATEQUIZANDOS COM A SUA PESSOA. AJUDA-NO, SENHOR, A NOS LEVANTAR DE NOSSAS QUEDAS E SEGUIR PELO CAMINHO QUE NOS LEVA A TI.
CANTO: MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.

8ª ESTAÇÃO – JESUS  CONSOLA AS MULHERES
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 8: FALA, SENHOR, A NÓS, COMO FALASTES ÀS MULHERES DE JERUSALÉM. AJUDA-NOS SENHOR, A OUVIR TUA VOZ DIANTE DE TANTO BARULHO QUE O MUNDO INSISTE EM FAZER. AJUDA-NOS TAMBÉM A FAZER COM QUE OS CATEQUIZANDOS OUÇAM À TUA VOZ QUE GRITA EM SEUS CORAÇÕES.
CANTO: PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

9ª ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 9:
CANTO: MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.

10ª ESTAÇÃO – JESUS É DESPIDO DE SUAS VESTES
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 10: SENHOR, NÓS TAMBÉM PRECISAMOS NOS DESPOJAR DE TODO ORGULHO E VAIDADE QUE FAZEM COM QUE ENTREMOS EM ATRITO COMO NOSSOS IRMÃOS PORQUE QUEREMOS SEMPRE QUE A NOSSA VONTADE PREVALEÇA. DÁ-NOS, SENHOR, UM CORAÇÃO HUMILDE COMO O VOSSO CORAÇÃO.  
CANTO: PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

11ª ESTAÇÃO – JESUS É PREGADO NA CRUZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 11: MUITAS VEZES, AS CRUZES DAS NOSSAS VIDAS NOS PARALISAM, IMPEDEM QUE SIGAMOS NOSSA CAMINHADA CRISTÃ. SENHOR, QUEREMOS UNIR NOSSAS CRUZES À TUA CRUZ, PARA QUE POSSAMOS, UNIDOS À TI, VENCER TODAS AS NOSSAS DIFICULDADES E, RENOVADOS PELO TEU AMOR INFINITO, POSSAMOS ANUNCIAR COM GRANDE ALEGRIA O TEU AMOR A TODAS AS PESSOAS.
CANTO: A MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.

12ª ESTAÇÃO – JESUS MORRE NA CRUZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 12: SENHOR MORRESTES NA CRUZ POR NÓS. QUANTO AMOR RECEBEMOS DE TI, SENHOR. UM AMOR QUE SE ENTREGA POR INTEIRO. NÓS TAMBÉM QUEREMOS, SENHOR, NOS ENTREGAR POR INTEIRO À TI E À ESSE SERVIÇO DE CATEQUIZAR, QUE NOS CONFIASTES. QUEREMOS SER PORTA-VOZ DO SEU AMOR PARA TODOS OS NOSSOS CATEQUIZANDOS.
CANTO: PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

13ª ESTAÇÃO – JESUS É DESCIDO DA CRUZ
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO! 
LEITOR 13:
CANTO: A MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.

14ª ESTAÇÃO – JESUS É SEPULTADO
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 14: AO MORRER E SER SEPULTADO, JESUS, LEVASTES CONTIGO TODAS AS NOSSAS FALTAS. QUEREMOS SEPULTAR TUDO AQUILO QUE É OBSTÁCULO EM NOSSA VIDA DE CATEQUISTAS: A FALTA DE TEMPO, O ORGULHO, A FALTA DE PERDÃO E DE CARIDADE PARA COM O NOSSO IRMÃO, A TRISTEZA, O DESLEIXO COM AS COISAS DE DEUS. QUE TODAS ESSAS COISAS RUINS POSSAM SER SEPULTADAS EM NÓS, PARA QUE A VIDA NOVA, QUE VEM DE TI, FLORESÇA.
CANTO: PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

15ª ESTAÇÃO – JESUS RESSUSCITOU
DIR: NÓS VOS ADORAMOS, Ó CRISTO, E VOS BENDIZEMOS!
TODOS: PORQUE PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO!
LEITOR 15: O SENHOR RESSUSCITOU! QUEREMOS TAMBÉM NÓS, SENHOR, QUE NOSSA FÉ, NOSSA ALEGRIA EM SERVIR-TE, NOSSO AMOR PELO IRMÃO, NOSSO ARDOR MISSIONÁRIO RESSUSCITEM CONVOSCO, PARA QUE POSSAMOS VIVER SEMPRE NA TUA GRAÇA. A TUA RESSURREIÇÃO, JESUS, É A RAZÃO DA NOSSA MISSÃO. ANUNCIAR A ENCARNAÇÃO, PAIXÃO E RESSURREIÇÃO DE UM DEUS-AMOR É O QUE NOS MOTIVA A CATEQUIZAR SEMPRE, APESAR DO TODOS OS OBSTÁCULOS QUE SURGEM EM NOSSAS VIDAS. 

CANTO: A MORRER CRUCIFICADO TEU JESUS É CONDENADO POR TEUS CRIMES PECADOR.
                 PELA VIRGEM DOLOROSA, VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA, PERDOAI-ME, MEU JESUS.

PAI-NOSSO
NA CERTEZA DE QUE PELA MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO, SOMOS VENCEDORES COM ELE, VAMOS EM PAZ E QUE O SENHOR NOS ACOMPANHE.
TODOS: AMÉM.


 Comissão Vicarial para a Iniciação à Vida Cristã - Vicariato São Gonçalo.
14.03.2014


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CATEQUESE E SEXUALIDADE - FORMAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

Até certo tempo atrás, sexualidade não era assunto bem-vindo em meios católicos. Quando alguma pessoa mais "ousada" puxava conversa a respeito de sexo, as mais conservadoras ficavam coradas ou "olhavam com olho torto", porque a temática era revestida de certo incômodo e vista como um tabu. Embora todos tivessem interesse por assuntos relativos à sexualidade, poucos admitiam suas curiosidades e menos ainda pensavam que esses assuntos "combinavam" com religião.

Hoje isso é diferente, embora ainda haja bastante resistência e alas conservadoras que mantêm os preconceitos do passado. Em uma visão mais integrada da pessoa humana, entendemos que tudo aquilo que é humano, que se refere à vida do homem ou da mulher, tem seu lugar no conjunto de ensinamentos da Igreja Católica e, por conseguinte, na nossa catequese. Afinal, não educamos anjos, mas meninos e meninas, homens e mulheres que só o são por conta de sua sexualidade.

A sexualidade é um componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de se comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano. Ela "caracteriza o homem e a mulher não somente no plano físico, como também no psicológico e espiritual, marcando toda a sua expressão. Esta diversidade, que tem como fim a realização de cada pessoa e a complementaridade dos sexos, permite responder plenamente ao desígnio de Deus conforme vocação à qual cada um é chamado" (Orientações Educativas sobre o Amor Humano, n.5. Sagrada Congregação para a Educação Católica, 1983).

A sexualidade é uma dimensão inerente ao ser humano; é um "jeito" de estar no mundo, de ser pessoa, se relacionar com o outro e com Deus. Em tudo aquilo que sentimos, pensamos, dizemos e fazemos, expressamos nossa condição de ser sexuado. Ela está presente no nosso jeito de falar, de andar, de sentir, de amar e de agir. Não podemos reduzi-la aos órgãos genitais masculinos e femininos, mas devemos olhar o todo que a constitui: fatores morfológicos (genitais), fisiológicos (hormonais), neurológicos, genéticos, psicológicos, espirituais, culturais, familiares, ambientais etc.

Podemos dizer que as raízes da sexualidade estão no biológico (hormônios, caracteres sexuais, configuração corporal, interesse em relações), mas é um complexo que envolve emoções, pensamentos, costumes, cultura etc. A própria sociedade é sexual. Basta pensar no que acontece em uma família quando se espera a chegada de um bebê: os adultos logo querem saber o sexo e, a partir daí, já definem o que a futura criança vai vestir, de que cor será seu quarto, como deverá se comportar, o que poderá ser quando crescer. Por isso, reafirmamos que, para muito além dos órgãos genitais, a sexualidade está no modo como a pessoa se posiciona diante de si mesmo, dos outros e da vida. Desse modo, ser homem, mulher ou homossexual determina fundamentalmente as decisões que a pessoa vai tomar, como se comportará, de que maneira reagirá aos desafios da vida, que tipo de leitura poderá fazer dos acontecimentos, como se relacionará com os seus semelhantes etc.

A sexualidade é diferente em cada idade e vai se configurando nas etapas do desenvolvimento psicoevolutivo: infância, puberdade, juventude, idade adulta, terceira idade. Daí se depreende que a pessoa nunca perde sua sexualidade, pois assim deixaria de existir, mas ela vai assumindo feições diferentes em cada época da vida, de acordo com o nível de maturidade, interesses etc.

O que humaniza a sexualidade é o esforço que fazemos para dar-lhe um significado positivo e para que ela seja linguagem desse significado. Mas isso só é possível se ela for integrada numa perspectiva mais ampla: a do projeto que assumimos para nos realizarmos como pessoas que querem amar e ser amadas. O amor pode ser assumido como o sentido de todo projeto de vida e, até mesmo, como o projeto de vida por excelência. Daí surge a importância de aprofundar essa dimensão tão essencial da vida humana, à luz da verdade sobre o ser humano a partir do projeto criador de Deus, e tirar as consequências necessárias para a vida cristã e o trabalho pastoral, sobretudo no campo da catequese, que se propõe educar os cristãos para a maturidade da fé, da esperança e do amor.

Sendo assim, não é possível falarmos de uma sexualidade madura se a separarmos da afetividade. Porque somos pessoas, sentimos a necessidade de amar e ser amados. Infelizmente já forte tendência em nossa sociedade atual de separar os atos sexuais do amor, do afeto, do comprometimento com o outro. E na medida em que o exercício da sexualidade se distancia da experiência de ser amado e de amar, ele perde seu significado principal.

Os parceiros são, com frequência, transformados em meros objetos de prazer  e de uso, e na maioria das vezes são descartados. A moda do "ficar", por exemplo, muito comum no meio adolescente e jovem, revela vem essa tendência. Por conta de uma mentalidade que relativiza tudo, não se fixa em nada nem em ninguém, em nome do direito de experimentar o outro antes de se vincular a ele, pessoas são postas em um interminável "leilão afetivo" e, não raro, são machucadas ou machucam os outros.

Na catequese as questões ligadas à sexualidade estão presentes em todos os momentos: na maneira como meninos e meninas se comportam e se relacionam, nas crises e dramas próprios da explosão adolescente da sexualidade, nas questões éticas que os jovens trazem ou precisam discutir, tais como namoro, noivado, relações sexuais, geração de filhos, papéis sociais, preconceitos de gênero (machismo, feminismo, homofobias etc), na maneira como se concebe o "rosto" de Deus (Deus é pai ou é mãe) etc.
Desse modo, não é possível ser catequista e fazer catequese sem considerar a vida sexual que pulsa em cada um de nós.
Fonte: Pe. Vanildo de Paiva
em: O catequista Aprende a Conviver.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A ALEGRIA NO ENCONTRO CATEQUÉTICO - FORMAÇÃO METODOLÓGICA



A alegria verdadeira não vem de fora, não depende dos outros, não depende que eu venha a conseguir ou perder. A alegria é uma constante. Por isso, São Paulo nos diz: "Alegrai-vos sempre no Senhor".

Ela é parte integrante de nossa salvação em Cristo. O importante é entender que a alegria que vem do Senhor não é passageira, mas nos acompanha em qualquer circunstância, até mesmo nos momentos mais difíceis.

Quando estamos cheios de Deus, cultivamos sua amizade e andamos pelos caminhos de Jesus, nossa alegria é duradoura, pois a fonte está em Deus, que nunca nos abandona.

A palavra entusiasmo tem sua raiz no grego "entheos" e quer dizer: que leva um Deus dentro. Esse termo indica que, quando nos deixamos levar pelo entusiasmo e pela alegria, uma inspiração divina entra em nós e se serve de nossa pessoa para se manifestar.

"A alegria está no coração de quem já conhece a Jesus. A verdadeira paz só tem aquele que já conhece a Jesus" (Música).

O sorriso, a agitação, o barulho e o tumulto nem sempre são sinais de alegria. Muitas vezes sorrimos somente com os lábios e não com todo o nosso ser, porque não sabemos o que é a verdadeira alegria, pelo fato de não estarmos em paz conosco e com os irmãos.

Muitas pessoas julgam estar alegres sob o efeito de uma droga qualquer.Porém, passado o efeito, fica um vazio que causa depressão e outras doenças que não somente incomodam a essa pessoa, mas trazem preocupação à própria família e à sociedade.

Somente a pessoa com o coração sadio pode experimentar a verdadeira alegria, a alegria da alma, a alegria de viver. Somos verdadeiramente felizes amando-nos uns aos outros (cf. Fl 2,1-5). A paz de espírito e a prática do amor são bênçãos que Deus deseja que todos nós experimentemos à medida que permanecemos em Cristo.

"Nossa alegria baseia-se no amor do pai, na participação no mistério pascal de Jesus Cristo que, pelo Espírito Santo, noa faz passar da morte para a vida, da tristeza para a alegria, do absurdo para o sentido da existência, do desalento para a esperança que não engana" (DAp, n.17).

Iluminando com a Palavra de Deus.

"Agradeço ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vocês. E sempre, em minhas orações, porque vocês cooperam no anúncio do Evangelho, desde o primeiro dia até agora" (Fl 1,1-5).

A carta aos Filipenses é a carta da alegria, pois são Paulo nos faz refletir sobre a alegria, dando-nos coragem para viver sempre alegres: "Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! Que a bondade de vocês seja notada por todos. O Senhor está próximo. Não se inquietem com nada. Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus que ultrapassa toda compreensão guardará em Jesus Cristo os corações e os pensamentos de vocês" (Fl 4,4-7).

ORAÇÃO
Senhor, dá-me a graça de ser alegre, superando as condições adversas em que nasci. Deixa-me sentir alegria e viver na tua misericórdia. Desejo ajudar o meu próximo, tão sofredor, tão tristonho e que não está percebendo a vitalidade nas coisas nem a grandeza da vida. Encoraja-nos para que, mesmo na dor, no sofrimento ou na luta diária plea nossa subsistência, possamos viver a alegria e a paz de nosso Deus. Amém!
Por. Ir. Mary Donzellini, mjc.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

UM RECADO PARA OS PAIS

Nós somos catequistas da Igreja Católica e queremos partilhar com vocês o quanto a catequese é importante e necessária para todos nós, a começar pelas crianças, adolescentes e jovens.

1- O que é a Catequese?

É descobrir Jesus Cristo: saber quem Ele é, como Ele viveu, o que ensinou, o que ele contou para a humanidade sobre Deus. É também fazer a experiência de entrar em contato com Jesus, ser íntimo Dele, tê-lo como luz que ilumina os muitos passos que damos na vida. Portanto, a catequese alimenta a mente e o coração, ou seja, o nosso ser inteiro.

2- Quem precisa de Catequese?

Todos nós e durante toda a vida. Jesus tem sempre coisas novas para nos contar, atualizando e aprofundando o que está na Sagrada Escritura. É por isso que a Igreja realiza os encontros com os pais e padrinhos preparando-os para o batismo de seus filhos e afilhados, os encontros com os que vão casar, a catequese com jovens e adultos e tantas outras atividades, todas elas catequizadoras. Mas hoje nós queremos conversar com vocês, pai e mãe, sobre a catequese de seus filhos.

3- Quem deve catequizar as crianças?

Os primeiros catequistas das crianças devem ser os seus pais. Se são eles que dão a vida, também são eles que educam e encaminham os seus filhos para que vivam vem essa vida. E fazem isso por amor, porque querem que aqueles a quem geraram, participando da obra criadora de Deus, sejam felizes. Os pais que realmente amam os seus filhos se preocupam e se ocupam deles durante toda a vida.

4- Quando os pais começam a catequizar os seus filhos?

Desde o momento em que o concebem. Não é porque a criança ainda não nasceu que ela não percebe o que acontece com a sua mãe e com outras pessoas que estão próximas a ela. Estudos recentes comprovam que a criança, mesmo no ventre materno, capta o que acontece à sua volta. Assim, se os pais são religiosos, a criança entenderá que isso é importante e tenderá, mais tarde, a fazer o mesmo que seus pais fizeram antes que ela nascesse.

5- Os pais são os primeiros catequistas de seus filhos?

Exatamente. Tanto antes do nascimento deles, como também depois. A criança, no início da sua vida fora do ventre materno, acolhe o que os seus pais dizem e fazem, como uma esponja absorve a água. Pais religiosos são catequese viva para os seus filhos! Nada tem maior força catequizadora na vida das crianças do que olharem para os seus pais e receberem deles o testemunho da fé anunciada e praticada. Pais rezam juntos, que vão à igreja, que têm uma vida coerente, são o "melhor livro de catequese" e o "melhor encontro de catequese" que os filhos podem ter. A vida religiosa em casa tem tanta importância que a Igreja chama a família de "Igreja doméstica", isto é, a Igreja presente em cada casa.

6- O que os pais podem fazer se eles mesmo não foram catequizados?

A Igreja não pede dos pais mais do que eles podem oferecer. Cabe aos pais catequizarem os seus filhos até onde for possível. Tem pais que chegam a procurar a catequese de adultos da comunidade para assim, catequizados, catequizarem os seus filhos. Mas é essencial lembrar o seguinte: os pais catequizam os seus filhos muito mais pelo exemplo do que pelas palavras. E isso todos os pais podem fazer; basta para tanto que o queiram!

7- Se os pais são os primeiros catequistas de seus filhos, por que eles precisam encaminhá-los para a catequese na comunidade?

Porque os pais, com suas muitas ocupações, não têm como catequizar os seus filhos repassando a eles todos os conteúdos da catequese. O que os catequistas da comunidade fazem é complementar a catequese já iniciada pelos pais em casa. Assim sendo, a catequese na comunidade é indispensável para que as crianças e adolescentes cresçam não só em idade, mas também na fé. Cabe aos pais explicar aos seus filhos o quanto a catequese fará bem a eles e a toda a família.

8- Por que muitos pais não encaminham os seus filhos para a catequese na comunidade?

Porque eles mesmos não têm consciência, infelizmente, da importância da catequese. E quase sempre também não têm culpa por isso, porque eles mesmos não receberam de seus pais uma catequese consciente. Os pais que sentem que não catequizam os seus filhos em casa como deveriam, têm ainda mais motivo para encaminhá-los para a catequese da comunidade.

9- Os pais podem deixar que os filhos cresçam para que só então eles mesmos optem por fazer a catequese?

Podem, mas não convém. Deixar a catequese para mais tarde quase sempre é o mesmo que deixar os filhos sem nenhuma catequese. Isso porque vivemos numa sociedade que não tem tempo para nada, onde tudo é feito às pressas, onde "o tempo vale dinheiro". Encaminhar os filhos para a catequese na comunidade é dar a eles um presente maravilhoso: o conhecimento e a experiência da vida em comunhão com Jesus Cristo. Se vocês, pais, podem dar esse presente agora, por que não fazê-lo já, enquanto os seus filhos têm tempo para recebê-lo, com calma, aproveitando dele o máximo possível? Com certeza a catequese será uma herança pela qual os seus filhos agradecerão a vocês pelo resto da vida!

10- O que os pais devem fazer para encaminhar os seus filhos para a catequese paroquial ou na comunidade?

Basta procurar informações na própria paróquia ou comunidade, conversando com os catequistas ou, se for o caso, com a secretaria da paróquia. Quase sempre os recados que dizem respeito à catequese são repassados nas celebrações. Se vocês, pais, não têm ido à Igreja ultimamente, conversem com as famílias amigas ou vizinhas à sua. Com certeza alguém terá as informações que vocês precisam. Que a falta de informação não seja, de forma alguma, motivo para não encaminhar os filhos para a catequese na comunidade.

11- Vocês, pais, são muito importantes!

Pais, assim como vocês providenciam o alimento do dia a dia para os seus filhos, providenciem também para que eles tenham Deus em suas vidas, o único alimento que dá e sustenta a Vida em plenitude. Se vocês amam os seus filhos, façam com que eles encontrem em Deus, por meio da catequese familiar e comunitária, a verdadeira realização e felicidade que só Ele tem para oferecer.

12- Concluindo.

"Mesmo diante dos desafios atuais da família, ela é chamada a dar os primeiros passos na educação da fé dos filhos. Espera-se que seja no cotidiano do lar, na harmonia e aconchego, mas também nos limites e fracassos, que os filhos experimentem a alegria da proximidade de Deus através de seus pais.
A experiência cristã positiva, vivida no ambiente familiar é uma marca decisiva para a vida do cristão. A própria vida familiar deve tornar-se num itinerário de educação da fé e numa escola de vida cristã" (Diretório Nacional de Catequese, CNBB, n.238).
Fonte: Coleção Catequese - 3 - Pe.Cristovam Lubel.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ENCONTROS VICARIAIS DE FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS

Seguimos JUNTOS nessa grande roda repleta de HISTÓRIA, com uma BELEZA incomum, uma MAGIA que ENCANTA porque vem do SENHOR, vem do CRIADOR, uma  MACIA e DELICADA arte de PARTILHAR e cheios de MEMÓRIA daquilo que aprendemos nestes ENCONTROS DE FORMAÇÃO.

Partimos rumo ao desvelar do MISTÉRIO que é ANUNCIAR, VIVENCIAR O CRISTO em nosso meio.

A COMISSÃO ARQUIDIOCESANA DA INICIAÇÃO PARA A VIDA CRISTÃ INFORMA QUE HAVERÁ EM TODOS OS VICARIATOS, O II ENCONTRO DE FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS E COLABORADORES, DAS PASTORAIS DE BATISMO, EUCARISTIA E CRISMA.

ABAIXO CRONOGRAMA:

VICARIATO SÃO GONÇALO - 02.02.2014
VICARIATO OCEÂNICO - 08.02.2014
VICARIATO RURAL - 16.02.2014
VICARIATO NITERÓI - 22.03.2014
VICARIATO LAGOS - 01.06.2014
VICARIATO ALCANTARA - 06.07.2014.

O TEMA ESCOLHIDO PARA O II ENCONTRO DE FORMAÇÃO:
A ALEGRIA DO EVANGELHO, da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco.

Palestras:

1ª A Alegria que se renova e comunica
2ª Pastoral em Conversão
3ª Uma evangelização para o aprofundamento do querigma.

UM FELIZ, RENOVADO E ABENÇOADO ENCONTRO A TODOS.

ABAIXO O TEXTO DA PRIMEIRA PALESTRA retirado DA EXORTAÇÃO.

A ALEGRIA QUE SE RENOVA E COMUNICA
1. A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso
da Igreja nos próximos anos.

I. Alegria que se renova e comunica
2. O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu
amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm
também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado.

3. Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído»1. Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada. Este é o momento para dizer a Jesus Cristo: «Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai--me mais uma vez nos vossos braços redentores».
Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Insisto uma vez mais: Deus nunca Se
cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. Aquele que nos convidou
a perdoar «setenta vezes sete» (Mt 18, 22) dá-nos o exemplo: Ele perdoa setenta vezes sete.
Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros. Ninguém nos pode tirar a dignidade que
este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com 1 Paulo VI, Exort. ap. Gaudete in Domino (9 de Maio de 1975), 22: AAS 67 (1975), 297. uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria. Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida que nos impele para diante!

4. Os livros do Antigo Testamento preanunciaram a alegria da salvação, que havia de tornar-se superabundante nos tempos messiânicos. O profeta Isaías dirige-se ao Messias esperado, saudando-O com regozijo: «Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2). E anima os habitantes de Sião a recebê-Lo com cânticos: «Exultai de alegria! » (12, 6). A quem já O avistara no horizonte, o profeta convida-o a tornar-se mensageiro para os outros: «Sobe a um alto monte, arauto de Sião! Grita com voz forte, arauto de Jerusalém» (40, 9). A criação inteira participa nesta alegria da salvação: «Cantai, ó céus! Exulta de alegria, ó terra! Rompei em exclamações, ó montes! Na verdade, o Senhor consola o seu povo e se compadece dos
desamparados» (49, 13). Zacarias, vendo o dia do Senhor, convida a vitoriar o Rei que chega «humilde, montado num jumento»: «Exulta de alegria, filha de Sião! Solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti. Ele é justo e vitorioso» (9, 9). Mas o convite mais tocante talvez seja o do profeta
Sofonias, que nos mostra o próprio Deus como um centro irradiante de festa e de alegria, que quer comunicar ao seu povo este júbilo salvífico. Enche-me de vida reler este texto: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso salvador! Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa» (3, 17). É a alegria que se vive no meio das pequenas coisas da vida quotidiana, como resposta ao amoroso convite de Deus nosso Pai: «Meu filho, se tens com quê, trata-te bem (...). Não te prives da felicidade presente» (Sir 14, 11.14). Quanta ternura paterna se vislumbra por detrás destas palavras!

5. O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a saudação do anjo a Maria (Lc 1, 28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf. Lc 1, 41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 47). E, quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3, 29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo» (Lc 10, 21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15, 11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis
de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria» (Jo 16, 20). E insiste: «Eu hei-de
ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria
» (Jo 16, 22). Depois, ao verem-No ressuscitado, «encheram-se de alegria» (Jo 20, 20). O livro
dos Actos dos Apóstolos conta que, na primitiva comunidade, «tomavam o alimento com alegria»
(2, 46). Por onde passaram os discípulos, «houve grande alegria» (8, 8); e eles, no meio da perseguição,
«estavam cheios de alegria» (13, 52). Um eunuco, recém-baptizado, «seguiu o seu caminho cheio de alegria» (8, 39); e o carcereiro «entregou--se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus» (16, 34). Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria?

6. Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, não obstante o contrário, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que
a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade (…). Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. (...) Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3, 17.21-23.26).

7. A tentação apresenta-se, frequentemente, sob forma de desculpas e queixas, como se tivesse de haver inúmeras condições para ser possível a alegria. Habitualmente isto acontece, porque «a sociedade técnica teve a possibilidade de multiplicar as ocasiões de prazer; no entanto ela encontra dificuldades grandes no engendrar também a alegria».2 Posso dizer que as alegrias mais belas e espontâneas, que vi ao longo da minha vida, são as alegrias de pessoas muito pobres que têm pouco a que se agarrar. Recordo também a alegria genuína daqueles que, mesmo no meio de grandes compromissos profissionais, souberam conservar
um coração crente, generoso e simples. De várias maneiras, estas alegrias bebem na fonte do amor maior, que é o de Deus, a nós manifestado em Jesus Cristo. Não me cansarei de repetir estas palavras de Bento XVI que nos levam ao centro do Evangelho: «Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo».3

8. Somente graças a este encontro – ou reencontro – com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e da auto-referencialidade. 2 Ibid., 8: o. c., 292. 3 Carta enc. Deus caritas est (25 de Dezembro de 2005), 1: AAS 98 (2006), 217. Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da ação evangelizadora. Porque, se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode
conter o desejo de o comunicar aos outros?

II. A doce e reconfortante alegria de evangelizar

9. O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura,
por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: «O amor de Cristo nos absorve completamente» (2 Cor 5, 14); «ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9, 16).

10. A proposta é viver a um nível superior, mas não com menor intensidade: «Na doação, a vida se fortalece; e se enfraquece no comodismo e no isolamento. De facto, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais»4. Quando a Igreja faz apelo ao compromisso evangelizador, não faz mais do que indicar aos cristãos o verdadeiro dinamismo da realização pessoal: «Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: “A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros”. Isto é, definitivamente, a missão»5. Consequentemente, um evangelizador não deveria ter constantemente uma cara de funeral. Recuperemos
e aumentemos o fervor de espírito, «a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas! (...) E que o mundo do nosso tempo, que procura ora na angústia ora com esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e descoroçoados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo»6.

Uma eterna novidade

11.Um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo: o Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado. V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, Documento de Aparecida (29 de Junho de 2007), 360. 5
Ibid., 360. 6 Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi (8 de Dezembro
de 1975), 80: AAS 68 (1976), 75.

Ele torna os seus fiéis sempre novos; ainda que sejam idosos, «renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 31). Cristo é a «Boa Nova de valor eterno» (Ap 14, 6), sendo «o mesmo ontem, hoje e pelos séculos» (Heb 13, 8), mas a sua riqueza e a sua beleza são inesgotáveis. Ele é sempre jovem, e fonte de constante novidade. A Igreja não cessa de se maravilhar com a «profundidade de riqueza, de sabedoria e de ciência de Deus» (Rm 11, 33). São João da Cruz dizia: «Esta espessura de sabedoria e ciência de Deus é tão profunda e imensa, que, por mais que a alma saiba
dela, sempre pode penetrá-la mais profundamente ».7 Ou ainda, como afirmava Santo Ireneu: «Na sua vinda, [Cristo] trouxe consigo toda a novidade».8 Com a sua novidade, Ele pode sempre renovar a nossa vida e a nossa comunidade, e a proposta cristã, ainda que atravesse períodos obscuros e fraquezas eclesiais, nunca envelhece. Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras
formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o 7 Cântico espiritual, 36, 10. 8 Adversus haereses, IV, 34, 1: PG 7, 1083: «Omnem novitatem attulit, semetipsum afferens».mundo atual. Na realidade, toda a ação evangelizadora autêntica é sempre «nova».

12. Embora esta missão nos exija uma entrega generosa, seria um erro considerá-la como uma heróica tarefa pessoal, dado que ela é, primariamente e acima de tudo o que possamos sondar e compreender, obra de Deus. Jesus é «o primeiro e o maior evangelizador».9 Em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus, que quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito. A verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir, aquela que Ele inspira, aquela que Ele provoca, aquela que Ele orienta e acompanha de mil e uma maneiras. Em toda a vida da Igreja, deve-se sempre manifestar que a iniciativa pertence a Deus, «porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19) e é «só Deus que faz crescer» (1 Cor 3, 7). Esta convicção permite-nos manter a alegria no meio duma tarefa tão exigente e desafiadora que ocupa inteiramente a nossa vida. Pede-nos tudo, mas ao mesmo tempo dá--nos tudo.

13. E também não deveremos entender a novidade desta missão como um desenraizamento, como um esquecimento da história viva que nos acolhe e impele para diante. A memória é uma dimensão da nossa fé, que, por analogia com a 9 Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi (8 de Dezembro de 1975), 7: AAS 68 (1976), 9. memória de Israel, poderíamos chamar «deuteronômica ». Jesus deixa-nos a Eucaristia como
memória quotidiana da Igreja, que nos introduz cada vez mais na Páscoa (cf. Lc 22, 19). A alegria evangelizadora refulge sempre sobre o horizonte da memória agradecida: é uma graça que precisamos de pedir. Os Apóstolos nunca mais esqueceram o momento em que Jesus lhes tocou o coração: «Eram as quatro horas da tarde» (Jo 1, 39). A memória faz-nos presente, juntamente com Jesus, uma verdadeira «nuvem de testemunhas» (Heb 12, 1). De entre elas, distinguem-se algumas pessoas que incidiram de maneira especial para fazer germinar a nossa alegria crente: «Recordai-vos dos vossos guias, que vos pregaram a palavra de Deus» (Heb 13, 7). Às vezes, trata-se de pessoas simples e próximas de nós, que
nos iniciaram na vida da fé: «Trago à memória a tua fé sem fingimento, que se encontrava já na tua avó Lóide e na tua mãe Eunice» (2 Tm 1, 5). O crente é, fundamentalmente, «uma pessoa que faz memória».

**************************§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§******************************



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CRISMA OU CONFIRMAÇÃO, "DOM DE DEUS QUE NOS AJUDA A VIVER COMO CRISTÃOS"

Papa ressalta a Crisma, “dom de Deus que nos ajuda a viver como cristãos”

Em sua catequese semanal, (29.01.2014) o Santo Padre continuou a tratar do Sacramento da Confirmação ou Crisma, que deve ser entendido como continuação do Batismo, ao qual está ligado de modo inseparável. Ambos os Sacramentos, junto com a Eucaristia, formam um único evento salvífico – a iniciação cristã – no qual somos inseridos por meio de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, que nos tornam novas criaturas e membros da Igreja.
Eis porque, disse o Papa, estes três Sacramentos são celebrados em um único momento, ao término do caminho catecumenal, geralmente na Vigília Pascal. Assim era selado o percurso de formação e de gradual inserção na comunidade cristã, que podia durar até alguns anos. Era feito passo a passo até chegar ao Batismo, depois à Crisma e à Eucaristia:
Geralmente, se fala de sacramento da Crisma, que significa Unção. De fato, explico o Pontífice, através do óleo do Crisma somos conformados, pelo poder do Espírito, a Jesus Cristo, o único e verdadeiro ungido, o Messias, o Santo de Deus”.
O termo Confirmação recorda-nos também que este Sacramento contribui para um aumento da graça batismal: ele nos une de modo mais sólido a Cristo; leva ao cumprimento a nossa união com a Igreja; dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé, confessar o nome de Cristo e jamais termos vergonha da sua cruz.
Por isso, é importante que as crianças recebam este sacramento do Batismo, mas também da Crisma, para que seu caminho seja completo e recebam o Espírito Santo. “Se vocês tiverem em casa, disse o Papa, crianças que ainda não receberam estes Sacramentos, façam todo o possível para que percorram o caminho da iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo.” E o Pontífice acrescentou:
Naturalmente, é importante oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve visar uma adesão pessoal à fé em Cristo e a despertar neles o sentido de pertença à Igreja. A Confirmação, como todo Sacramento, não é obra dos homens, mas de Deus, que cuida da nossa vida, de modo a plasmar-nos à imagem do seu Filho, tornando-nos capazes de amar como Ele amou”.
Este Sacramento, afirmou o Papa, infunde em nós seu Espírito Santo, cuja ação permeia toda a pessoa e toda a vida, como transparece nos sete dons que a Tradição, à luz da Sagrada Escritura, sempre colocou em evidência. Estes sete dons são: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
O Santo Padre disse aos presentes na Praça São Pedro que vai dedicar suas próximas catequeses, depois dos Sacramentos, a estes dons do Espírito Santo.

O Papa Francisco concluiu sua catequese de hoje exortando os fiéis a acolherem o Espírito em nossos corações e a deixá-lo agir. Através de nós, será Ele a rezar, perdoar, infundir a esperança e a consolação, a servir os irmãos, a tornar-se próximo dos necessitados e dos últimos, a criar comunhão, a semear a paz. Lembremos sempre, afirmou o Papa, que por meio do Espírito Santo, Cristo realiza em nós e em meio a nós. Eis a importância de as crianças receberem o sacramento da Crisma.
Ao término da Audiência Geral, o Pontífice pediu aos presentes para recordar-se sempre do Sacramento da Confirmação, agradecer a Deus por este dom e pedir-lhe ajuda para viver como verdadeiros cristãos, caminhando sempre com alegria, segundo o Espírito divino.
Por fim, foi feito um resumo da sua catequese em diversas línguas, inclusive em português. Aos presentes de língua portuguesa, o Papa disse:
Queridos peregrinos de língua portuguesa: uma cordial saudação para todos! Lembrai-vos de agradecer o Senhor pelo dom do sacramento da Crisma, pedindo-Lhe que vos ajude a viverdes sempre come verdadeiros cristãos, para confessar por todo o lado o nome de Cristo! Desça sobre vós a Bênção do Senhor!”,
Texto: Rádio Vaticano